sábado, 15 de junho de 2013

Como pais podem ensinar valor do dinheiro às crianças.

Educar uma criança significa definir valores em relação a diversos conceitos, inclusive ao dinheiro, Mas como mostrar aos pequenos o valor do dinheiro? Como introduzir o assunto no cotidiano das crianças? Quando é hora de começar a dar a mesada? O lanche da escola deve ser pago com a mesada? Desempenho escolar e comportamento podem servir para calibrar a mesada?

Segundo o educador financeiro Álvaro Modernell, este é um tema importante na formação e que deve ser abordado simultaneamente tanto na escola quanto em casa.
 
“O exemplo é a maior lição. Não adianta o filho aprender conceitos na escola se, em casa, os pais não derem o exemplo. É fundamental mostrar organização e introduzir nas crianças o conceito de educação financeira de forma lúdica, como jogos e livros divertidos. Nada que envolva contas a pagar ou o orçamento doméstico. Isso é só em uma outra fase”, afirma o especialista.

Modernell explica que a mesada, por exemplo, é uma ferramenta eficaz para que os pequenos aprendam a administrar o dinheiro. “Eles passarão a fazer planos com aquele dinheirinho e entenderão que quando se gasta tudo muito rápido, acabam ficando sem.”

O especialista afirma que, até os 5 anos, pode ser dado dinheiro eventualmente. Dos 6 aos 8 anos, entra a semanada. De 9 a 10 anos, a quinzena, e, acima de 10, a mesada.

“Mas isso pode variar de cada família. Quanto aos valores, sugiro aos pais que, se estiverem na dúvida entre dar R$ 10 ou R$ 15 por semana, por exemplo, dêem R$ 10. A escassez ensina mais que a abundância”, ensina Modernell.

“E será mais fácil posteriormente aumentar do que diminuir o valor, fazer a calibragem. Até por isso, é fundamental conhecer a rotina do filho e acompanhar como ele vem usando aquele dinheiro”, completa.

Educação financeira X Consumismo

O antídoto para os possíveis efeitos nocivos do estímulo ao consumo é envolver as crianças nas decisões familiares sobre os gastos, segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, colocando os sonhos em primeiro lugar. "Temos de mostrar que é preciso ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria", afirma.

"Na prática, isso significa estimular as crianças e jovens a identificarem seus sonhos de curto (um ano), médio (até 10 anos) e longo (mais de 10 anos) prazos; ensiná-los a investigar quanto custam os seus sonhos e, junto com os pais – que devem saber a equação entre seus ganhos e gastos -, calcular quanto seria necessário reservar por semana, mês ou ano – seja da semanada ou mesada ou do orçamento familiar – para que o sonho possa ser realizado", diz Reinaldo.

Dessa forma, Reinaldo Domingos explica que habitua-se a criança a acordos que não significam negação, mas sim negociação. Ela perceberá que é possível ter, porém, nem sempre no momento que se quer. Essa prática também ajuda a aliviar o sentimento de culpa de muitos pais porque, nesse exercício, eles também aprendem a se reeducar financeiramente.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

10 dicas para ensinar seus filho a economizar



Administrar corretamente os recursos financeiros é um dos caminhos para um futuro tranquilo. Por isso, nunca é cedo para aprender. Chegou a hora de você cuidar da educação financeira de seu filho. Fique atento as dicas a seguir:


1. Ensine o seu filho, desde cedo, a distinguir os objetos que compramos porque “desejamos” ou “necessitamos”.
2. Faça com que o seu filho entenda a importância do trabalho dos pais. Dessa forma, ele estabelecerá uma relação entre o trabalho e o ganho de dinheiro e saberá fazer um uso mais consciente e moderado.
3. Demonstre que existem objetos “caros” e “baratos”. Por exemplo, na padaria, no shopping, no supermercado e em outros lugares que a família frequenta.
4. Se achar conveniente, você pode dar uma mesada para o seu filho. A mesada é um bom instrumento na educação financeira das crianças e dos adolescentes.
5. Mostre a seu filho a importância de não desperdiçar : dinheiro, alimentos, água, etc.
6. Deixe seu filho participar das discussões sobre o orçamento familiar. Suas sugestões podem ser valiosas na redução das despesas.
7. Ensine o seu filho a elaborar listas de compras. Isso o ajudará a não consumir por impulso, evitando gastos desnecessários.
8. Não estabeleça relação entre o desempenho escolar de seu filho e o dinheiro que ele recebe.
9. Ensine a importância de poupar. Vocês podem estipular uma meta de poupança para ser alcançada.
10. Não presenteie o seu filho a todo momento, estipule datas e momentos especiais.


Até o próximo!

Fonte:



Comentem

Olá, até agora já postei algumas informações, e não sei se vocês gostaram ou se foi útil ou não, por isso estou pedindo que se possível sempre comentem sobre o postagens para que assim eu possa saber se estou indo pelo caminho certo ou não e possa me aprimorar.



Dinheiro não da em arvore 2

Isso seu filho aprende logo. Mas para aprender como gastar e poupar dinheiro, ele precisa que você ensine. Algumas dicas vão ajudar nessa missão.

Por Adriana Teixeira 28/nov/2012 09:24
Já reparou como a gente repete para os filhos certas expressões da nossa infância? Eu, por exemplo, dizia a toda hora para a Bruna uma frase que passei a vida ouvindo de meu pai: “menina, você acha que dinheiro dá em árvore?”. Eu digo que vivia falando isso, e não falo mais, porque, aos 7anos, a Bruna me saiu com esta resposta:
- Mãe, como você é bobinha! Claro que dinheiro não nasce em árvore, né? Ele nasce é do caixa eletrônico!
E fiquei eu, com a maior cara de passada, percebendo que minha filha achava MESMO que o dinheiro brotava do nada, lá do caixa eletrônico. Foi preciso sentar, conversar, e explicar que dinheiro vem do trabalho da mamãe e do papai, e que a gente guarda lá no banco pra usar quando precisa, e que esse dinheiro acaba e que o cartão não é uma varinha de condão que faz dinheiro como mágica. Precisei explicar isso d-i-r-e-i-t-i-n-h-o,​ porque a Bruna, como seu filho, não vê árvores de dinheiro por aí, mas sim máquinas cuspindo notas a qualquer hora!

Para a criança é algo muito abstrato lidar com dinheiro: você dá uma nota para o caixa do supermercado e ele devolve outra... às vezes menor, mais feia, ou até uma moeda... ué, eles devem pensar, mas que troca mais besta minha mãe fez! Exatamente por ser uma relação tão abstrata, a criança precisa aprender o que é e como funciona esse tal de dinheiro. Disso dependerá a competência futura de lidar bem com o assunto, e cuidar dessa parte da educação dos filhos está totalmente nas mãos dos pais.

A jornalista Patricia Broggi, autora do livro “Falando de grana” (Panda Books) e colunista mensal do assunto na revista Pais &Filhos, tem um mote ótimo para tratar essa questão: é preciso fazer os filhos entenderem quanto custa ganhar dinheiro. Já pensou nisso? Quando você dá para ele uma quantia para comprar figurinha, ou dá de presente um celular poderoso, já se deu conta do exemplo que está passando, em termos de educação financeira? 

Pois eu penso nisso muito. Porque não dá para negar que tudo na vidinha deles envolve dinheiro. Então, inspirada na jornalista e na minha experiência com filhos na pré-adolescência, criei algumas regrinhas para “educar as crianças a tratar bem o dinheiro”. Elas também podem servir para seus filhos. Inspire-se, e depois me conte como funcionou para vocês.

Fonte:

Comente se gostou e sugira novos temas.

CINCO DICAS SOBRE DINHEIRO E CRIANÇAS

    1. A partir dos 3 anos. Apresentar o dinheiro. Mostre as diferenças entre as moedas e deixe a criança usá-las para “pagar” o picolé, por exemplo. O gesto simboliza a troca de mercadoria por dinheiro e isso já começa a fazê-los entender que as coisas dos adultos são compradas e não tomadas um do outro, como os brinquedos entre amigos da idade deles. (Claro, que isso tudo depois de ensinar que moedas não se engolem e que notas não são papel pra rasgar!).
    2.  A partir dos 5 anosEnsinar a gastar. A criança já sabe a sequência numérica e, de tanto ouvir, que 2+2 é igual a 4, então leve essas contas para a vida prática. Um pastel na feira custa R$3 e você vai pagar com uma nota de R$ 5; 5 é maior que 3, certo? Então, vai ter um troco para levar para casa. Assim, com esses pequenos exemplos, a criança vai aprendendo sobre transações. 
    3. A partir dos 7 anosEstimular a poupar. Você já pode estipular um valor para os extras da criança, como as figurinhas de um álbum. Como eles sempre querem comprar vários pacotes além do combinado, então, você estabelece uma cota semanal e o que extrapolar, será negociado e tirado de outras extras deles. O que importa aqui é o entendimento de que para comprar o que se quer é preciso guardar dinheiro para esse fim. 
    4. A partir dos 9 anos. Negociar. Esta criança já tem condições de administrar pequenas quantidades de dinheiro, como a verba da cantina da escola ou até mesmo uma pequena mesada –– uma ferramenta ótima para noção de valores, responsabilidade com dinheiro e poupança. Ela quer muito a camiseta de grife e não pode esperar até o aniversário? Então, que tal pagar uma parte para você, em forma de prestação descontada da mesada? É um jeito educativo de fazer a criança refletir sobre o que é ser um consumidor.
    5. A partir dos 11 anos. Deixar por conta dele. Parece um passo muiiiiiito grande. E é, mas é muito importante também. Dar dinheiro de verdade na mão de um filho para que ele compre o lanche, pague o ônibus, vá ao cinema e administre seus gastos pessoais é uma atitude definitiva para a educação financeira. Claro que com controle e orientação, mas de forma que ele possa escolher onde economizar e gastar. Se você se sentir insegura pra deixar dinheiro vivo na mão dele, saiba que há uma modalidade de cartão pré-pago, carregado no banco por você, com senha própria e que pode ser bloqueado em caso de perda ou roubo.

P.S.: mães e pais que me leem, esse assunto é grande demais e polêmico demais para um post, sabemos. Portanto, se curtiram falar de educação financeira, mandem seus comentários com sugestões de mais temas

Fonte :

http://estilo.br.msn.com/demaepramae/blog/adriana-teixeira/post.aspx?post=c19919cb-2ea9-492d-87e1-2a71cdea9366

Comente e de sugestões.  

Dinheiro não da em árvore


Boa parte das crianças já ouviu esta expressão, geralmente em situações onde elas pedem mais do que os pais podem oferecer, em termos financeiros. A negativa é saudável e necessária para conscientizar as crianças sobre a importância do dinheiro e do uso correto do crédito.
Na infância deve ser iniciada a educação financeira, garantindo aos filhos o aprendizado da administração do dinheiro e os benefícios que esta prática traz, principalmente na vida adulta. Antes de começar a ensinar, os pais devem escolher a melhor maneira (metodologia) de educar financeiramente as crianças. Um único método facilitará o entendimento e o aprendizado, sem confundir os pequenos.
A partir de então, os pais devem explicar o tema aos filhos no contexto deles, considerando que são crianças. Isto ajudará a compreensão e despertará interesse sobre o assunto. O dinheiro deve ser dado aos finais de semana, e o primeiro montante deverá ser acompanhado de um cofrinho, o que ajudará seu filho a compreender o significado de poupar.
A educação financeira também deve ensinar as crianças sobre suas prioridades. Afinal, não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Muitas coisas demoram até serem conquistadas. Por isso, se ela ansiar por um tênis ao passear no shopping, por exemplo, faça com que ela reflita em comprar o que está desejando naquele momento ou economizar o dinheiro para adquirir o vídeo game que ela tanto almeja ter.
Lembre-se: o exemplo é um importante aliado na educação financeira. E os pais são professores por meio das próprias práticas. É importante que eles tenham atitudes que condigam com o que estão ensinando. E nunca remunere os pequenos por cumprir tarefas domésticas ou escolares. Adquirir conhecimento ou ajudar a família jamais deve resultar em recompensa financeira.
Desta forma, ao invés de afirmar que “dinheiro não dá em árvore”, sente e converse com o seu filho sobre o assunto, ensine e mostre exemplos para que ele entenda o valor do dinheiro. No futuro, ele lhe agradecerá.


Educação Financeira 2

Sei que o blog é sobre edução financeira infantil , mas do como os pais podem ensinar as crianças se eles mesmo nunca aprenderam por isso vou postar uma matéria voltada para  que vocês papais possam esclarecer algumas duvidas. 



A Educação Financeira não consiste somente em aprender a economizar, cortar gastos, poupar e acumular dinheiro. É muito mais que isso. É buscar uma melhor qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro, proporcionando a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e ao mesmo tempo obter uma garantia para eventuais imprevistos.


A famosa fábula da “Formiga e da Cigarra” exemplifica muito bem uma eterna questão que tentamos resolver diariamente: “Será melhor simplesmente aproveitar o dia de hoje ou nos preparar para o futuro”? Traduzindo isto em um exemplo prático, suponha que você esteja passeando em um shopping e passa por uma loja com aquela roupa fantástica que você sempre sonhou. Você não tem mais dinheiro para o mês. O que você faz?
compra a roupa no cartão, em 3 vezes, afinal você merece. Nunca se sabe o dia de amanhã, mas ele vai ser melhor com esta roupa nova;
não compra naquele momento. Mas volta para casa e começa a planejar o que fazer para economizar e comprá-la daqui a 3 meses.
não compra naquele momento e nem depois. Afinal você tem outros objetivos mais importantes e prioritários que você deseja cumprir antes da compra da roupa.

Existe uma resposta correta? Não. Aliás, você pode escolher respostas diferentes de acordo com o momento da sua vida. O mais importante é que você escolha a sua resposta de modo consciente, que conheça as implicações de sua decisão e tenha uma atitude equilibrada. Isto é Educação Financeira.

É, parece fácil, mas não é. O nosso objetivo aqui é ajudá-lo a buscar este equilíbrio na sua vida financeira. Não desista, mas também não espere soluções rápidas ou milagrosas. Dê um passo a cada dia. Pode não parecer, mas no longo prazo você vai se surpreender com os resultados!


2. ESTABELECENDO OBJETIVOS

A busca pela qualidade de vida no presente e no futuro envolve o estabelecimento de objetivos que podem ter valores e prazos diversos. Para algumas pessoas, este processo de definição de metas é algo que ocorre naturalmente, sem muita dificuldade.

Se este não é o seu caso, não se preocupe. Você faz parte da maioria! Mas isto não é desculpa para não tê-los. O seu objetivo pode ser fazer uma viagem no próximo ano, trocar de carro em 2 anos, comprar a casa própria em 10 anos ou simplesmente acabar com aquela dívida do cartão até o final do ano.

Provavelmente você irá constatar que possui muitos objetivos para poucos recursos. O passo seguinte é então priorizar os objetivos e, por fim, estabelecer metas de poupança. E sempre que você tiver que tomar uma decisão sobre “gastar ou não gastar”, pense no seu objetivo. Pense em como a sua decisão fará com que você fique mais perto ou mais longe da sua meta.

Para começar de uma maneira simples, estabeleça ao menos UM objetivo com relação ao seu dinheiro. Busque uma meta bem simples e de curto prazo, de modo que você consiga ver os resultados mais facilmente e vá ganhando confiança em si. Em pouco tempo você já estará buscando objetivos maiores e de longo prazo!


3. CONHECENDO E CONTROLANDO SEUS GASTOS

Você já teve aquela sensação que o seu salário simplesmente desapareceu, mas você não sabe como? Pois é, as pessoas geralmente sabem o quanto ganham, mas não sabem o quanto gastam. E muito menos aonde gastam.

Para mudar esta situação é necessário fazer um controle de despesas. Isto significa anotar diariamente cada despesa realizada e qual o meio de pagamento utilizado – dinheiro, cartão ou cheque. As despesas devem ser agrupadas em categorias – educação, alimentação, moradia, etc. – para que você possa realizar uma melhor análise. Feito isto, você poderá verificar as quantias gastas em cada categoria e então estabelecer um orçamento, um limite de gastos para cada categoria.

Caso você observe que suas despesas são superiores às receitas, você tem três opções:
aumentar as receitas;
diminuir as despesas;
e claro, a melhor das três, aumentar as receitas em conjunto com a diminuição de despesas.

O corte de gastos é algo doloroso de se fazer. Significa abrir mão, em muitos casos, daqueles pequenos prazeres que parecem fazer a vida valer mais a pena. Entretanto, este sacrifício de hoje será pequeno se comparado à alegria de conseguir alcançar o seu OBJETIVO.

Algumas ações como adiar a troca do carro, não comprar o último lançamento eletrônico, comparar preços de bens e serviços antes de adquiri-los podem significar reduções relevantes de despesas. Mas também não se esqueça dos gastos pequenos que parecem insignificantes, como aquele bombom diário depois do almoço ou a loteria semanal. Acumulados, eles podem se tornar os vilões do seu orçamento.

Acompanhe seus gastos com carinho. Você poderá perceber que em algumas categorias existem gastos excessivos. Ou então descobrir despesas desnecessárias, que poderiam ser adiadas. Acredite. Você vai se surpreender com os resultados!


4. FAÇA SEU DINHEIRO TRABALHAR POR VOCÊ

O controle e corte dos gastos é uma atividade não tão prazerosa, mas quando realizada com disciplina ela permite que você ganhe um novo empregado, só seu. Isso mesmo, o seu dinheiro agora irá trabalhar por você!

Tendo receitas superiores às despesas, o passo seguinte é investir. Quanto mais você conseguir economizar e investir, mais rápido você conseguirá atingir suas metas. É claro que quanto mais dinheiro você tiver para investir, melhor. Mas outro fator fundamental que muitas vezes não levamos em consideração é o tempo de investimento. Ele funciona como uma mola propulsora para os seus ganhos. É como se você ganhasse um prêmio por manter o seu dinheiro investido por mais tempo.

Para se ter uma idéia, investindo R$ 250 por mês a uma taxa de juros de 0,8% ao mês, tem-se em 5 anos cerca de R$ 20 mil. E em 10 anos, este valor sobe para quase R$ 52 mil.

Agora se você conseguir economizar R$ 600 por mês, os valores poupados sobem para R$ 48 mil em 5 anos e quase R$ 127 mil em 10 anos!

Veja como a diferença aumenta à medida que o tempo passa:


É claro que quanto antes você começar a investir melhor será. Mas se você ainda não começou, não pense que agora já é muito tarde. A verdade é que nunca é cedo ou tarde para começar, o mais importante é investir regularmente!

Outro fator relevante é a taxa de retorno de seu investimento. Obviamente, quanto maior, melhor. Mas lembre-se que usualmente retornos altos podem significar riscos elevados. Futuramente, iremos discutir a questão do retorno dos investimentos com maior profundidade.

5. DÍVIDAS

Ter dívidas não é necessariamente algo ruim, desde que tenhamos condições de pagá-las. Mas para muitos, possuir uma casa ou um automóvel só se torna possível através de um financiamento. O que devemos fazer quando necessitamos nos endividar é pesquisar por financiamentos com juros mais baixos e com parcelas que não comprometam a renda familiar mensal.

Para aqueles que ainda não estão endividados e necessitam tomar dinheiro emprestado, faz-se necessário conhecer a capacidade de endividamento e para isso é preciso ter um bom controle financeiro. Este controle deve ser capaz de apontar o valor das parcelas que se consegue pagar mensalmente. Será melhor ainda se tal controle ajudar a cortar gastos desnecessários de modo a providenciar dinheiro extra para quitar a dívida o quanto antes.

No caso daqueles que já possuem dívidas, ter um bom controle financeiro também facilita as coisas. Com ele é sempre possível descobrir fontes de recursos extras através de cortes de despesas não-essenciais. Este dinheiro adicional pode então ser usado no pagamento de parte da dívida, o que acarretará em menores despesas de juros e, conseqüentemente, mais dinheiro no futuro para outros objetivos.

E lembre-se: é essencial que você controle suas dívidas. E nunca deixar que suas dívidas acabem por controlá-lo!


6. APOSENTADORIA

Nosso conceito de aposentadoria não é aquele aonde se observa uma pessoa idosa desgastada depois de anos de trabalho. A aposentadoria pode chegar muito antes. A cena que preferimos ver é a de uma pessoa com espírito jovem fazendo as coisas que realmente gosta, seja curtindo a família, trabalhando em algo que lhe dê prazer ou viajando pelo mundo. Uma pessoa que possui segurança financeira e sente prazer em viver.

Muitas pessoas acreditam que isto é algo difícil demais para ser atingido. Realmente, não é algo que seja fácil, mas com disciplina e tomando as decisões financeiras corretas, isto é bastante possível.

Se você pretende se aposentar contando apenas com recursos do INSS ou então com recursos de algum fundo de pensão, há grandes chances de você acabar curtindo a vida apenas ao final dela. Para que a cena idealizada ocorra é preciso economizar recursos financeiros adicionais além das “oficiais”. Isto significa que você deve procurar poupar sempre e o máximo que puder, sempre levando em conta o equilíbrio que deve existir entre a qualidade de vida presente e a futura.

Mas só poupar não basta. Saber investir também é um fator crítico para o seu objetivo. E isto não é uma tarefa fácil, pois as opções que nos são apresentadas são muitas. Elas não incluem somente planos de previdência privadas, mas também quaisquer formas de investimento que nos permitam aumentar nosso patrimônio.

E quais são as opções de investimento que eu devo escolher? Bom, a resposta irá depender do seu perfil de risco, da sua disciplina e também de uma boa pesquisa. E, claro, de uma análise destas opções.

Planos de previdência privada apresentam como principal vantagem o benefício fiscal. No caso do PGBL, pode-se abater até 12% do salário bruto da base de cálculo do imposto de renda.

Além disso, o imposto de renda somente será pago no resgate ou no pagamento dos benefícios. Alguns planos possuem seguro de vida embutido e há ainda a possibilidade de se optar pela tabela regressiva de alíquotas de imposto de renda.

Como desvantagens, eles cobram uma taxa de carregamento, além da taxa de administração do fundo onde o recurso da previdência está aplicado. Isto faz com que em alguns casos, o benefício fiscal passe a ser menor do que os custos do plano. Outra questão é que planos de previdência privada geralmente são desenhados para aposentadoria em idade “avançada”.

O que deve ser feito é uma combinação de investimentos. A previdência privada pode lhe garantir uma aposentadoria tradicional tranqüila. Mas a aposentadoria dos sonhos deve vir da acumulação de patrimônio que lhe permita ser independente.


7. SEGUROS

Nós brasileiros somos um povo otimista. Costumamos acreditar que nada de mal irá nos ocorrer e isso faz com que normalmente não nos preparemos para os imprevistos que a vida nos reserva. E estes imprevistos podem gerar danos irreversíveis ao nosso bem-estar, inclusive financeiro.

Apesar de muitas vezes ser difícil evitar que tais imprevistos ocorram, podemos nos proteger das conseqüências causadas por eles. Assim, contratar seguros é algo extremamente importante para preservar nossa qualidade de vida.

Podemos encontrar seguros para quase tudo: para nossos bens (seguro de carro, casa, etc.), para nosso bem-estar (seguro saúde, seguro de vida, seguro contra invalidez, etc.), entre outros.

Para definir quais seguros devemos possuir, precisamos identificar o que necessitamos em cada momento de nossa vida. Como exemplo, um seguro de vida se faz necessário quando não temos patrimônio suficiente para garantir o bem-estar de nossa família. Quando deixamos de ter pessoas que dependam de nossa renda ou o patrimônio acumulado é mais do que suficiente para garantir todas as nossas necessidades futuras, possuir um seguro de vida se faz menos necessário.

Comentem se gostaram  e o que vocês gostariam de saber.